O custo de não fazer
13 | 04 | 2018
Você, empresário, já parou algum dia para calcular o custo de não ter feito aquele projeto, de não ter pago por aquela consultoria, de não ter contratado aquele profissional? Ou de ter esperado um pouco mais para pensar sobre sua marca? Faça as contas. 

Eu te espero. Calculou? 

Talvez você não tenha conseguido. Esse resultado é exponencial, talvez incalculável. A cada semana, mês, ano, o custo de não fazer vai ficando maior. O mercado é cada vez mais dinâmico. Mudanças acontecem em uma velocidade fora do comum. Não fazer talvez tenha um custo infinitamente superior ao custo de fazer.

Por que eu resolvi escrever sobre isso? É muito comum ouvir de empresários, durante uma negociação de projetos (para os desavisados, sou fundador e diretor criativo da Abracadabra, uma consultoria de branding e design), coisas como: “Não sei se vale a pena investir esse dinheiro”, ou “esse custo não estava nos planos”. Ou uma das mais ouvidas: “Isso vai ficar para depois” (esse “depois”, na maioria das vezes, nunca chega). 

Depois de dez anos acompanhando o sucesso dos clientes que decidiram fazer, comecei a me perguntar: qual seria “o custo de não fazer” para uma marca? Será que esse custo não seria infinitamente maior? As dores e prejuízos causados seriam possíveis de ser calculados? Lembrei de uma frase do Philip Kotler (o guru dos gurus do marketing): “As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.” 

O custo de não fazer para uma marca é ser esquecido, é perder o timing, é deixar de ser relevante, é abrir mão de inovar. O custo de não fazer é se desconectar das pessoas que interessam, é não saber aonde vão. O custo de não fazer nada a tempo pode até significar o fim. O tom pode parecer um pouco catastrófico, mas não fazer nada (seja nos negócios ou na vida) muitas vezes pode ser mesmo o fim. Ou uma chance para recomeçar.