Brand-ING
29 | 08 | 2017
A terminação do gerúndio “ING” indica ação. “BrandING”. Palavra sem uma tradução literal para o português (pelo menos eu não quero me atrever). Para mim, “BrandING”, mais do que uma palavra, é uma “ideia”. A ideia de deixar as relações “comerciais” entre as pessoas que fazem as marcas e as pessoas que querem as marcas menos chatas. Menos “comércio”, mais “relAÇÃO”.

Há algum tempo as marcas assumiram lugar na nossa cultura do dia a dia, naquilo que faz parte da nossa vida sem a gente nem perceber. E se a gente quase não percebe que são marcas (naquele sentido clássico, o do “comércio”), essas sim, estão construindo relAÇÃO. 

Marcas são como vidas: precisam ser. Se não são, se tornam sem graça. Ninguém deseja uma vida sem nada pra guardar na memória. Ninguém deseja uma marca que não nos deixe uma “marca” no coração, uma vontade de entrar em “ação”.

Marcas são como vidas: têm dias, relações, sonhos, amores, amigos fiéis e confidentes. Têm seus dias ruins, mas continuam seguindo em frente. Para dar vida às marcas, é preciso uma dose imensa de imaginação, olhos e ouvidos atentos, muita disciplina e, é claro, entender de vida. Da nossa e dos outros. As marcas interessantes são como as pessoas mais interessantes, geralmente aquelas que deram mais chance a uma vida repleta de emoção.

BrandING é sobre ação, reinvenção, relação. É sobre construir um “modo de viver”. É sobre criar e cuidar (tipo, a vida). Então, não vamos pensar que é fácil, que é um projeto com começo, meio e fim, que é sobre inventar histórias bonitinhas. Não. É sobre vida mesmo. E vida,meus caros, dá um grande trabalho. Por isso, penso que as marcas precisam de um pouco de poesia.

“Se eu gosto de poesia? Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo”. 
(Carlos Drummond de Andrade)