e o futuro das marcas?
04 | 11 | 2015
Enquanto o termo “branding” ainda gera algum estranhamento e suscita interpretações equivocadas ou incompletas para muitos, nossa equipe tem se perguntado: E o futuro das Marcas?

Depois de quase uma década estudando sobre o tema, estamos atentos ao que vem por aí. Atentos aos indícios que nos dão uma observação um pouco mais atenta das relações e comportamentos humanos. Em tempos de “big data”, falamos por aqui de “human data”, aquele antigo (e às vezes perdido) ritual de sair por aí, conversar um pouco com as pessoas, ouvir suas histórias, olhar ao redor com olhos curiosos de criança. E podem acreditar; isso faz toda a diferença.

No ano em que o mobile ultrapassou o desktop, nossa vida é online e transmitida em “real time”. Potencialmente, cada indivíduo é um “espetáculo”.  Todo mundo quer se sentir o astro do seu próprio “filme”, que dura apenas 15 segundos, alguns likes ou 140 caracteres. Depois, começa tudo outra vez… YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Periscope, Tinder… são os nossos “palcos”. Uma marca precisa ser suficientemente interessante para fazer parte de uma vida que já é um “show”.

Estamos todos à procura de momentos, e esses momentos são cada vez mais velozes e cada vez menores (quase instantâneos). E é por isso que precisamos de estímulos cada vez mais sensoriais para nos satisfazer. Estamos todos ansiosos para encontrar o próximo “momentum”.

Quais Marcas serão capazes de preenchê-los? Não serão necessariamente aquelas comandadas por grandes corporações mundiais. As melhores Marcas serão aquelas capazes de criar “roteiros” que preencham nossos sonhos, em um intrincado roteiro de busca pela “felicidade”. Buscamos nos produtos e serviços as mesmas sensações que experimentamos quando vamos a um show de rock da nossa banda favorita. Expectativa, excitação, pertencimento, êxtase, “felicidade”, prazer. Todos querem ter o prazer de registrar as suas experiências, e estão dispostos a dividir esses momentos com as Marcas que tiverem algo divertido, interessante, Inteligente e apaixonante para compartilhar.

Quando Marcas influenciam comportamentos, inspiram pessoas, mudam as regras do jogo e se misturam ao cotidiano, começam a fazer parte da cultura contemporânea, e por isso mesmo, devem romper a barreira do mundo dos negócios e assumir o seu papel na economia da experiência, onde se transformaram em um meio para experimentar sensações de pertencimento, de autoafirmação e autoexpressão (de uma identidade real ou desejada). A experiência de consumo cada vez mais se aproxima de um mundo “mágico e teatral”.

Construir uma Marca é como construir um espetáculo, afinal, a vida é uma festa, onde as pessoas escolhem seus “papéis”, seu “palco”, seu “figurino”, seus “adereços”, sua “plateia” e as Marcas que farão parte dessa história. Nos transformamos em avatares de nós mesmos e nossas vidas são contadas (ou inventadas) ao vivo e em cores (e filtros especiais). Não queremos mais ouvir histórias, queremos participar dessas histórias. “The experience Tells the story”.

E o futuro das Marcas? Para os nossos clientes (e para você que está nos lendo agora) o conselho é bem simples. Entre em cena e “be magic”.